domingo, 27 de janeiro de 2013

Novo Blog: Rádio Nacional Paixão Clube

Olá, rádionautas,

como estão? FELIZ NOVO ANO DE 2013! 
Enfim, estou aqui, pois me questionei por um tempo, se valeria ou não, praticar o meu lado jornalístico. Não dei um "ADEUS" ao No Ar... 90 Anos. 
Como não gostaria e nem quero perder o contato com vocês, caros radionautas, gostaria que cada um de vocês prestigiasse a brilhantasse o novo blog que mostra a história esportiva da Rádio Nacional.
O nome do meu mais projeto: Rádio Nacional Paixão Clube


SEJAM TODOS MUITO BEM VINDOS E ESPERO A COLABORAÇÃO COM CRÍTICAS, SUGESTÕES, MATERIAIS SOBRE O ESPORTE DA NACIONAL DESDE A DÉCADA DE 1940 ATÉ OS DIAS ATUAIS, ESTOU POR ACEITAR.

Um abraço sonoro de felicidade e com um 2013 mais do que "Show de Bola",

Isabela Guedes
mariaisabelaguedes@gmail.com

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

No Ar... novamente

Olá, rádio-nautas,

depois de muito tempo e pensar, que ficarei "apenas" com este blog. Estava maturando a possibilidade de fechar o "famoso" Blog do Rádio Carioca, (http://blogdoradiocarioca.blogspot.com). No entanto, deixarei como legado para os internautas de "boa fé", que queiram pesquisar e escutar os posts antigos.
Bati o martelo e resolvi que ficarei neste, diversificando e incrementando este blog- pôr as histórias sobre o rádio como um todo, que recentemente fez 90 anos, porei mais áudios esportivos e trarei a baila, matérias históricas sobre o meu clube do coração: o Bangu Atlético Clube.

Um abraço e que todos sejam bem-vindos, novamente,

Isabela Guedes
noar90anos@gmail.com

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Radionovelas... O quê são?

Olá, rádionautas,



nos dias de hoje, a atual novela das nove horas da noite(lê-se 21 horas), Avenida Brasil, teve antecessores, nas épocas dos nossos avós e bisavós e porquê não, os nossos pais, com o surgimento das rádionovelas.

Como não tenho tido tempo para uma atualização melhor do blog, vocês me desculpem, mas "chuparei" o conceito do Wikipédia, com o surgimento do segmento, a ascendência e a sua decadência e os folhetins da Rádio Nacional.

Que vocês tenham uma excelente leitura e um abraço radiofônico,



Isabela Guedes
noar90anos@gmail.com
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"Radionovela é uma narrativa folhetinesca sonora, nascida da dramatização do gênero literário novela, produzida e divulgada em rádio. Na era de ouro do rádio, as radionovelas foram fundamentais para que a história do rádio brasileiro se configurasse. Elas estimularam a imaginação dos ouvintes (fundamentalmente mulheres, as senhoras e senhoritas que acompanhavam o enredo) e projetaram uma série de radio-atores que, posteriormente, migraram para a televisão.
Fez enorme sucesso no início do século XX, numa era pré-televisiva. Boas histórias, bons atores e efeitos sonoros realistas eram o segredo do gênero para captar a atenção dos ouvintes. Diz-se que os grandes mestres da magia eram os sonoplastas - considerado mestre da sonoplastia era Urgel de Castro da Rádio Nacional RJ -, que para estimular a imaginação das pessoas, reproduziam todo tipo de sons e ruídos: O som da chuva, do telefone, da passagem de tempo, dos passos dos personagens.

História:

A primeira transmissão de rádio no Brasil foi ao ar em 7 de setembro de 1922, porém, o veículo demorou a se tornar popular, em razão do preço do aparelho e a demora na implantação de retransmissoras. Quando as dificuldades físicas foram superadas, a forma encontrada para popularizar sua programação foi lançar mão do mesmo recurso que os jornais, quando da invenção da imprensa escrita: a narrativa folhetinesca.
Nasceram, assim, as primeiras transmissões de radionovelas no Brasil, fruto da dramatização de tramas literárias. Mas isso não quer dizer que as emissoras não realizassem radiodramatizações. Eram comuns os “teatros em casa”, os “radiatros” e os inúmeros sketchs teatrais presentes nos mais variados programas das emissoras de rádio brasileiras. Na própria Rádio Nacional, desde o fim da década de 1930, era apresentado todos os sábados o programa Teatro em Casa, que consistia na radiofonização, em uma única apresentação, de uma peça teatral. Havia ainda Gente de Circo, de Amaral Gurgel, uma história semanal seriada, que estreou no início de 1941.
Em São Paulo, nos anos 40, a Rádio São Paulo (PRA5) levou ao ar inúmeras radionovelas, com roteiros de Otávio Augusto Vampré, Alfredo Palacios, Olegário Passos e Menotti del Picchia, dentre outros. No início da década de 40 ia ao ar, diariamente, um mini radioteatro, de autoria de Cardoso Silva, e interpretado por Cibéle Silva (nome artístico e de solteira de Cybele Palacios) e Nélio Pinheiro.
Na verdade, o que estava sendo lançado era um novo modelo, diferente do que até então as emissoras costumavam apresentar. Assim, a primeira radionovela transmitida no Brasil pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro foi Em busca da Felicidade, original cubano de Leandro Blanco com adaptação de Gilberto Martins. Também são consideradas pioneiras as radionovelas “Fatalidade”, escrita por Oduvaldo Vianna e a radionovela "Mulheres de Bronze", baseada num folhetim francês.
As adaptações de tramas internacionais perdurariam por anos, sobretudo das cubanas. Aliás, o maior sucesso em radionovela de todos os tempos foi O Direito de Nascer (1951), do cubano Félix Caignet, que ficou três anos no ar e que chegou a ser chamada popularmente de "O Direito de Encher".
Entre os brasileiros pioneiros na radiodramaturgia, estão Oduvaldo Vianna, Amaral Gurgel e Gilberto Martins. Em seguida, vieram os autores Dias Gomes, Mário Lago, Mário Brazzini, Edgar G. Alves, Alfredo Palacios, Janete Clair e Ivani Ribeiro. Muitos deles, inclusive, se imortalizaram escrevendo para outro gênero, a telenovela.
Umas das radionovelas nacionais de maior sucesso foi Jerônimo, o Herói do Sertão, criada por Moysés Weltman, em 1953. A trama foi, posteriormente, adaptada várias vezes para a televisão. No rádio Jerônimo viveu suas aventuras em 96 radionovelas transmitidas em todo o território nacional.

O Direiro de Nascer :

Em 1951, foi ao ar pela Rádio Nacional o maior fenômeno de audiência em radionovelas em toda a América Latina: era O Direito de Nascer. Texto original de Felix Caignet com tradução e adaptação de Eurico Silva. O original possuía 314 capítulos o que correspondia a quase três anos de irradiação. No elenco estavam Nélio Pinheiro, Paulo Gracindo, Talita de Miranda, Dulce Martins, Iara Sales, entre outros. O Direito de Nascer surpreendeu a todos os críticos e a todas as previsões que afirmavam que o rádio-teatro era um gênero em decadência e que o público brasileiro não se interessava por longas tramas.

Autores da Rádio Nacional: 

Em um levantamento sobre as radionovelas transmitidas pela Rádio Nacional no período entre 1941 e 1959, foram localizados 807 títulos e um total de 118 autores. Desse total de autores, 23 deles foram responsáveis por 71,6% do total das novelas irradiadas através da Rádio Nacional. Os resultados obtidos foram os seguintes: Oduvaldo Vianna (75 novelas), Gastão P. Silva (75 novelas), Carlos Gutemberg (64 novelas), Raimundo Lopes (31 novelas), Amaral Gurgel (30 novelas), Ghiaroni (28 novelas), Eurico Silva (28 novelas), Cícero Acaiaba (24 novelas), Otávio Augusto Vampré (21 novelas), Mário Brassini (20 novelas), Hélio do Soveral (18 novelas e mais de 400 histórias para o famoso Teatro de Mistério), Dilma Lebon (18 novelas), Dias Gomes (16 novelas), Mário Faccini (16 novelas), Luiz Quirino (16 novelas), Ivani Ribeiro (16 novelas), Herrera Filho (15novelas), Janete Clair (13 novelas), Gilberto Martins (12 novelas), Saint-Clair Lopes (11novelas), Walter Foster (10 novelas), Moysés Weltman (17 novelas) e Álvaro Augusto (10 novelas).

Decadência:

O custo da produção das radionovelas era muito alto e com o crescimento da televisão, ocorreu um fenômeno de migração da verba publicitária para o novo veículo. Isso explica, em grande parte, o abandono do gênero radionovela pelo rádio. Ao longo da década de 1960, algumas emissoras ainda mantinham alguns horários de radionovelas ou de programas de rádio-teatro. Mas na década de 1970 o gênero desapareceu, apesar de algumas tentativas isoladas de reativá-lo. E com isso a radionovela foi se adaptando à nova era das televisões. Todas as radionovelas foram refeitas para as telenovelas. Na década de 70 praticamente não existiam mais radionovelas, só nas cidades do sul, mas ao poucos foram saíndo do ar, por causa das adaptações à televisão.

Curiosidades:
  • Para fazer a sonoplastia tanto de fogo, quanto de chuva usa-se o mesmo recurso: amassar lentamente, diante do microfone, um pedaço de celofane.
  • Muitos acreditavam que as radionovelas jamais alcançariam sucesso, alegando que eram "infindáveis", que "ninguém iria acompanhar". Curiosamente, as radionovelas deram origem às telenovelas, que hoje fazem imenso sucesso no Brasil e no mundo.
  • Eram irradiadas, inicialmente, às segundas, quartas e sextas-feiras ou às terças, quintas e sábados. As durações eram variadas, iam de dois meses até dois anos, como foi o caso de Em Busca da Felicidade que foi irradiada de 1941 até 1943, e Direito de Nascer, que ficou três anos.
  • A primeira radionovela em Cuba foi ao ar em 1931 e na Argentina em 1935. Cuba se tornou um grande exportador de novelas radiofônicas para toda a América Latina. Esta situação está bem ilustrada no romance de Vargas Llosa, Tia Júlia e o Escrivinhador, ambientado em Lima, na década de 1950.
  • A iniciativa de colocar a novela Em busca da Felicidade no ar partiu da Standart Propaganda, a agência de propaganda do Creme Dental Colgate.
  • O público alvo das radionovelas era o feminino, os grandes anunciantes desse tipo de programação eram os fabricantes de produtos de limpeza e de higiene pessoal. Uma pesquisa do IBOPE, realizada em janeiro de 1944, apontava a seguinte audiência para o período de 10h às 11h da manhã: 69,9 % de mulheres, 19,5% de homens e 10,6% de crianças.
  • A Rádio Nacional, em especial, liderava a audiência em praticamente todos os horários. Concorria de igual para igual com outras emissoras, como a Rádio Tupi."

Peça- Rádio Nacional... As Ondas que Conquistaram o Brasil

Olá, rádionautas,

entre 2006 e 2008, fui ver por 2 vezes aqui no Rio de Janeiro, a peça Rádio Nacional... As Ondas que Conquistaram o Brasil. Esta peça, foi produzida pela Bibi Ferreira, remetente aos 70 anos da Emissora da Praça Mauá, feitos em 12 de setembro de 1936. Lembro-me que na época, fez muito sucesso no Teatro Maison du France quanto no Teatro Villa Lobos.

Aqui, destacarei o release da peça(feita pela BR Petrobrás Distribuidora). Este ano de 2012,a peça está em Belo Horizonte(Minas Gerais) com muito sucesso. Também, para ilustrar o blog No Ar... 90 Anos,porei a abertura da peça com a música Cantoras do Rádio(Braguinha).

Um abraço radiofônico,

Isabela Guedes
noar90anos@gmail.com

 
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"Assistir o espetáculo é uma valiosa oportunidade para reviver a era de ouro do Rádio, através de canções que ganharam o Brasil nas vozes de Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Emilinha Borba e Orlando Silva.
O musical narra a história de Araci, dona de casa exemplar e apaixonada pelo marido Abílio, funcionário dos Correios, boêmio e que não parava muito em casa. Araci, sem amigos próximos, tem como único prazer e companhia as canções e os programas da Rádio Nacional. É através das ondas da Rádio que ela conhece e viaja pelo mundo. Até o dia em que surge na vida do casal a vizinha, Iolanda. Desquitada, livre, independente e muito bem relacionada, Iolanda escolhe seus programas e companhias, e é a convivência com esta vizinha que vai provocar uma grande virada nas vidas de Araci e Abílio.
Bibi Ferreira foi responsável por dar vida a essa história ao lado do diretor Fábio Pilar. O espetáculo recebeu o Prêmio de Melhor Direção Musical/2006. Elvius Vilela, diretor musical, juntamente com o jornalista João Máximo, pesquisador musical, foram bastante sensíveis na escolha do repertório, que traz memoráveis canções como Na batucada da vida, Aquarela do Brasil, Chiquita Bacana, Boiadeiro, Asa Branca, Beijinho Doce, Solamente uma vez, entre outras."

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Peça de 1998(Somos Irmãs)- Homenagem As Irmãs Batista(Linda e Dircinha Batista)

Olá, rádionautas,

a história das Irmãs Batista, sempre me intriga. Do auge à miséria, Florinda e Dirce, ou melhor, Linda e Dircinha Batista, conquistaram a fama e o sucesso. Eu, particularmente, tenho uma história muito curiosa com relação à Dircinha Batista, nestes 30 anos de vida da minha vida.

A minha mãe Daisy, em sua breve passagem pela terra, 61 anos, passou por algumas clínicas de repouso. Em uma delas, entre 1989/1990, estava uma senhora lúcida, gentil e franzina. Seu nome: Dircinha Batista. Na época, tinha 8 anos e a minha querida avó cantarolava uma música de muito sucesso das 2: "Periquitinho Verde". Quando ía à clínica ver mamãe, conversava com a Dircinha e cantava "Periquitinho Verde" com ela.Me lembro vagamente de que a Odete estava esclerosada e Linda, já havia "desencarnado". Dirce morreu em 1999.

Entretanto, no meu caminhar jornalístico, a "mosca rádio" picou em mim, e as Irmãs Batista, principalmente Dirce, está cravada no meu coração.

Neste No Ar... 90 Anos, vamos viajar,em 1998, quando foi montada no Rio de Janeiro, a peça Somos Irmãs, que contava a história das Irmãs Batista, Suely Franco e Nicete Bruno, encarnaram as 2.

Aqui, neste lugar, vai um o trecho que pega a resenha da peça, produzido pela Revista Época, em 21 de setembro de 1998, como também o trecho da peça retirada do Youtube.

Este post dedico não só à mamãe Daisy, como também Linda, sobretudo, Dirce Batista, que me mostrou ainda infante o prazer, mais velha de homeagear à tua arte e à tua memória.

Um abraço radiofônico,

Isabela Guedes
noar90anos@gmail.com

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"A MPB sobe ao palco 

Musicais sobre Francisco Alves, Chiquinha Gonzaga e as irmãs Batista fazem sucesso no Rio. E vem mais por aí

s grandes astros da velha MPB estão de volta ao palco. No Rio de Janeiro, o público pode atualmente escolher entre assistir a um espetáculo sobre Chiquinha Gonzaga - primeira compositora do país -, o Rei da Voz, Francisco Alves, ou ainda sobre as rainhas do rádio, as irmãs Linda e Dircinha Batista. Em breve, terá ainda a chance de conhecer as histórias de Vicente Celestino, Ari Barroso e até da vivíssima Elza Soares. Claro, um time desses não poderia estar, de fato, em cena: só mesmo na ficção. São os musicais biográficos, gênero que está tomando os palcos cariocas e atraindo cada vez mais público.

O maior sucesso da temporada é a peça Somos Irmãs, que contrasta a velhice decadente das irmãs Batista, miseráveis e esquecidas no apartamento da Rua Barata Ribeiro, 625, em Copacabana, com flashbacks dos áureos anos 40, quando elas trocavam entre si a faixa de Rainha do Rádio e se davam ao luxo de ter 14 automóveis Cadillac na garagem. Produzida por Cinthya Graber e dirigida com sensibilidade em sua primeira direção pelo cantor Ney Matogrosso, Somos Irmãs estreou em 27 de março no Centro Cultural Banco do Brasil e transferiu-se em julho para o Teatro Ginástico, mantendo sempre lotação esgotada. Nos papéis principais, Suely Franco e Nicette Bruno. Linda morreu em 18 de abril de 1988, e Dircinha, internada numa clínica em Botafogo após um derrame cerebral, já não pode desfrutar esse tardio reconhecimento.

Dircinha fala com dificuldade, mas ainda canta. Sua situação financeira é bem melhor, graças à pensão que recebe do Estado. Também ganha porcentagem de 1% sobre a bilheteria. "Mas o importante é que essa peça está elevando o nome delas novamente; os jovens estão tomando conhecimento de que existiram Dircinha e Linda Batista", diz o cantor José Ricardo, sob cujos cuidados estão as irmãs desde o início dos anos 80. 

Na peça Somos Irmãs, por exemplo, é também Chico Alves quem aparece na cena da estréia de Linda Batista durante um programa que o cantor tinha na antiga Rádio Cajuti. Um fã mais ardoroso que resolva assistir a todas essas peças terá visto, ao final, um grande painel histórico da música brasileira na primeira metade do século, não por acaso todo situado na velha Capital Federal. Lá se concentrava a produção cultural de então, o que talvez justifique também a eclosão dessa nova onda de musicais no Rio de Janeiro. "(...)"

Coluna de Roberto Porto no Direto da Redação

Olá, rádionautas,

o jornalismo esportivo é uma das modalidades dentro do rádio mais emocionantes. Ao estudar jornalismo, sempre o rádio e o esportivo sempre me foram caros para mim, pois, os acompanho desde os 14 anos. 

Em 4 de março 2008, resolvi abrir o Blog do Rádio Carioca, para extravazar o meu descontentamento com o fim da equipe de esportes da Rádio Nacional carioca(KHz 1130 AM). No entanto, eu não imaginava o sucesso do blog e o meu nome figurasse no "ramo esportivo" por "levantar a bandeira do rádio" para o bem.

O jornalista e radialista Roberto Porto, tem um blog Direto da Redação, que retrata de vários aspectos do cotidiano e o rádio esportivo abrilhanta o espaço. E neste espaço, o No Ar... 90 Anos, tentarei não repetir o outro blog, pois o rádio é muito além do esportivo.Peço compreensão de todos.

Boa Leitura a todos e um grande abraço radiofônico,

Isabela Guedes
noar90anos@gmail.com

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O rádio esportivo mudou minha vida

( Roberto Porto) 

Rio - Sempre gostei do rádio. Hoje, desconfio (vejam que utilizei o verbo desconfiar) que foi minha paixão pelo rádio, desde garoto, que me levou ao jornalismo esportivo, aplicando um pontapé na carreira de advogado. Minha mais remota lembrança do rádio esportivo é de meu pai – este sim um advogado vitorioso – tentando sintonizar, em Laranjeiras, onde morávamos, uma partida de futebol numa tarde de domingo. Hoje, por dever de ofício, sei que ele lutava para escutar, em ondas curtas, um jogo Argentina x Brasil, no Campeonato Sul-Americano de 1946, em Buenos Aires, partida que o Brasil me fez o favor de perder de 2 a 0.

Daí em diante, o rádio passou a fazer parte de minha vida de garoto. Escutei alguns jogos de 1948 – Botafogo campeão carioca – e em 1950 acompanhei toda a maldita Copa do Mundo com um rádio moderno comprado por meu pai, Nélson Porto. Aliás, só não ouvi Brasil x Iugoslávia porque ele me levou ao lotado Maracanã. Aí não houve jeito: passei a ser ouvinte assíduo de ‘No Mundo da Bola’, apresentado diariamente à tarde por Antônio Cordeiro na Rádio Nacional. Chovesse ou não chovesse, tivesse que estudar ou não, lá estava eu escutando Antônio Cordeiro.

Além de Cordeiro, passei a conhecer e reconhecer as vozes de Jorge Cury, Sérgio Paiva, Jorge de Souza, Luís Alberto (comentarista) e Valdir Amaral, entre outros. Mas não abandonava os outros, como Ary Barroso, José Maria Scassa (comentarista), Doalcey Bueno de Camargo e Benjamim Wright (comentarista), pai do hoje também comentarista José Roberto Wright. Cheguei ao exagero de reconhecer, pelo estilo, César de Alencar, que ficava atrás do gol. César, por sinal, de tão agradecido que ficou, ao ouvir seu nome em um programa criado por mim, na Rádio Nacional, fez questão de me conhecer pessoalmente quando andei por lá na década de 80.

Por isso, não vacilei quando recebi um convite, em 1981, para integrar a equipe de José Carlos Araújo na Rádio Nacional, na Praça Mauá. Fiquei conhecendo pessoalmente um monte de gente que só conhecia pela voz, como o próprio José Carlos, Washington Rodrigues, Deni Menezes, José Cabral, Luiz Mendes, Maurício ‘Danadinho’ Menezes e um bando de repórteres. Da Nacional, apesar do gosto pelo rádio, saí para trabalhar com José Inácio Werneck, no Jornal do Brasil, mas acabei voltando, já que José Carlos Araújo havia ido para a Globo e deixara mais espaço na Nacional, já sob o comando de Teixeira Heizer e Doalcey Camargo.

Da Nacional – que mora no meu coração, assim como o Jornal do Brasil – passei para a Rádio Tupi, na Rua do Livramento, a convite de Luiz Penido. Como na Nacional, sempre trabalhei como comentarista de jogos e de um programa noturno apresentado por Luiz Ribeiro. E foi lá na Tupi que inventei a história do suicídio de um porco e quase tirei a emissora do ar. Infelizmente, não por causa do suposto suicídio do porco, não demorei muito na Tupi. Mas logo estava na Rádio Globo para trabalhar com o verdadeiro fenômeno que era Haroldo de Andrade. De ruim, só tinha o horário: chegava à rádio às cinco horas da manhã e saía meio-dia.

Mas na Rádio Globo – que me deu um tratamento todo especial – não fazia esportes. Com a morte do escritor Hélio Thys, fui encarregado de escrever diariamente o famoso ‘Bom Dia de Haroldo de Andrade’. Teoricamente, eu deveria reescrever as cartas que chegavam à nossa pequena redação, mas isso não ocorreu. As cartas eram ruins e mal escritas. Qual foi a solução? Passei, eu mesmo, a escrever as tais cartas, e ainda me dava ao luxo de, no final, dar o conselho ponderado de Haroldo de Andrade aos ‘ouvintes’ aflitos com os problemas que viviam.

Mas Haroldo – fantástica figura humana – rompeu contrato com a Globo e tive que sair, juntamente com Márcio de Souza e Wilson Silva (excelente repórter). Como me mudei para a Barra da Tijuca, ingressei na Rádio Melodia, evangélica, a convite de Wilson Silva. Na Melodia, diga-se de passagem, não tinha a liberdade que gozava na Globo. O ‘Bom Dia da Melodia’, que ficava sete minutos no ar, passava pelas mãos de um pastor. E eu não podia falar em sexo, traições de mulheres e maridos, etc e tal. Saí pela tangente e criei demônios e tinhosos que tentavam os ouvintes a cometerem pecados. E foi um sucesso. Pena que o dono da Melodia envolveu-se numa negócio ilícito e tive que sair, sem que o pastor vetasse uma única e escassa ‘história’ que eu inventava em casa e mandava pela internet.
Esta é a minha história no rádio e da qual sinto saudades até hoje.

domingo, 5 de agosto de 2012

Novo Telecurso(História)- Parte 2- História do Rádio no Brasil

Olá, rádionautas,

aqui vai a 2ª parte sobre a história do rádio, ensinado na matéria História, de pelo Novo Telecurso, para os alunos do Ensino Fundamental.

Um abraço radiofônico,

Isabela Guedes
noar90anos.blogspot.com

Especial No Ar 90 Anos... Globo Repórter(1983)- Musical

Caros rádio-nautas,

para encararmos este domingo alegre, a música no rádio, teve um papel fundamental. Aqui neste especial 90 anos, vamos relembrar o Globo Repórter, de 1983, um documentário na época, sobre os 60 anos do rádio no Brasil.

Um abraço radiofônico,

Isabela Guedes
noar90anos@gmail.com

Novo Telecurso 2000- Aula de História(o Rádio)

Olá, rádionautas,

nestes 90 anos do rádio no Brasil, o post será dedicado a uma aula de história e o histórico RÁDIO passa pela memória do povo brasileiro. O vídeo que será mostrado, é um Novo Telecurso 2000, programa apresentado pela Rede Globo de Televisão, para os alunosdo Ensino Fundamental.

Um abtaço radiofônico,

Isabela Guedes
noar90anos@gmail.com

Marcha Carnavalesca- Trio de Ouro na Rádio Mayrink Veiga- PRA 9

Olá, rádio-nautas,

aqui vai uma marcha carnavalesca, de 1937, Ceci Peri, com o Trio de Ouro, formado por Dalva de Oliveira, Herivelton Martins e Nilo, na extinta Rádio Mayrink Veiga.

Um abraço radiofônico,

Isabela Guedes
noar90anos@gmail.com